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Quarta, 21 Setembro, 2011
 
Controle de ervas daninhas em pré-emergência na cultura do pinhão-manso (Jatropha curcas L.)
 
INTRODUÇÃO
      A utilização do pinhão-manso, como matéria-prima para a produção de biodiesel, vem sendo amplamente discutida e avaliada, uma vez que esta é uma promissora cultura a ser implantada em áreas que não apresentem característica edafoclimáticas favoráveis. Caso essa cultura encontra sucesso para diversas regiões brasileiras, poderá contribuir para melhor execução do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel – PNPB (Heiffig & Câmara, 2006).
       Pertencente à família Euphorbiacea, o pinhão-manso (Jatropha curcas L.) é uma planta com muitos atributos, usos múltiplos e potencial considerável. Planta perene, ela pode ser usada para prevenir e controlar a erosão, ou em reformas de terra usada como cerca viva, especialmente na contenção de animais. Suas flores atraem abelhas, assim apresentando potencial de produção de mel e várias partes da planta têm valor medicinal. Sua torta tratada pode ser utilizada na alimentação animal e além disso, as sementes contém óleo que pode ser usado na fabricação de sabão, na indústria de cosméticos e na produção de biodiesel. Entretanto, o potencial desta cultura ainda não é explorado por falta de pesquisa (Openshaw, 2000).
        Apesar de se tratar de uma planta rústica, deve-se manter o terreno sempre livre de plantas daninhas, principalmente em volta das plantas, pois a concorrência daquelas para água,luz e nutrientes pode prejudicar e atrasar o desenvolvimento do pinhão- manso, além de abrigar pragas e/ou insetos transmissores de doenças (Arruda et al, 2004).
         O uso de agroquímicos em lavouras de produção tem sido uma prática indispensável, pois pragas, doenças e plantas daninhas continuam a causar grandes perdas à agricultura. Embora os herbicidas visam o controle de plantas daninhas, eles podem afetar certas propriedades do solo, microrganismos e mesmo a planta cultivada. Como a seletividade de um tratamento herbicida decorre de complexa interação entre o herbicida, a planta e o ambiente (Klingman & Ashton, 1975), o conhecimento dos fatores que regulam essa seletividade pode melhorar a eficiência no uso dessas substâncias, tanto no controle das plantas daninhas quanto na segurança para as culturas.
         Pouco ainda se sabe sobre a seletividade de herbicidas em relação a cultura do pinhão- manso, razão pela qual foi conduzido esse trabalho.
 
OBJETIVO
O presente trabalho tem por objetivo avaliar herbicidas em pré-emergência para o controle de plantas daninhas na cultura do pinhão-manso(Jatropha curcas L.)

MATERIAL & MÉTODOS
O trabalho foi realizado no Campo Experimental da AGROLAB em Primavera do Leste-MT com as seguintes coordenadas: 15° 51’ 50“ S e 54° 39’ 60“ W e altitude de 580 metros em relação ao nível médio do mar. As sementes utilizadas neste ensaio foram oriundas do Campo Experimental da AgroLab. A semeadura foi realizada no dia 04 de Julho de 2011, com espaçamento de 0.45 cm riscados com uma plantadeira e densidade de plantio de 4 sementes por metro com adubação de base de 150 kg de 04-18-18. As aplicações dos herbicidas foram realizadas logo após o plantio das sementes. A aplicação deu-se a 50 cm acima da cultura, utilizando-se um equipamento de pulverização costal de pressão constante (CO2), com uma barra equipada com 4 bicos tipo leque teejet, operando com pressão de 50 PSI e volume de calda de 150 l/ha. As condições climáticas durante as aplicações dos tratamentos estavam favoráveis. Foi realizada uma aplicação e as avaliações de porcentagem de controle foram realizadas sobre as plantas que haviam no ensaio após uma avaliação previa. Nesta avaliação forma encontradas as seguintes plantas daninhas: erva –quente (Spermacoce alata.), erva de santa- Luzia (Chamaesyce hirta L), trapoeraba (Commelina benghalensis L.), junquinho (Cyperus difformis L.) Pé-de-galinha (Eleusine indica L.), mentrasto (Ageratum conyzoides L), picão (Bidens subalternans DC.), capim carrapicho (Cenchrus echinatus) e beldroega Portulaca oleracea L). Os herbicidas testados nesse ensaio são apresentados na Tabela1.
 
 
DELINEAMENTO ESTATÍSTICO
O delineamento experimental foi de Blocos ao Acaso com 11 (onze) tratamentos e 4 (quatro) repetições. As parcelas elementares foram definidas para 4 (quatro) linhas de 5 (cinco) metros, sendo as duas centrais utilizadas para as avaliações. Os dados foram analisados com o programa estatístico GENES da Universidade de Viçosa (CRUZ, 2010). Para o teste de comparação de médias foi utilizado o Teste de Tukey a 5% de significância.

AVALIAÇÕES
     Foram realizadas as seguintes avaliações:
     Nota de fitotoxicidade no pinhão-manso: foi atribuída uma nota de 1 a 5, sendo 1 sem sintomas e nota 5 morte da planta. A avaliação foi feita 21 (vinte e um) dias após a aplicação do herbicida.         
     Porcentagem de controle de plantas daninhas: avaliação realizada nas parcelas segundo escala: onde, 0% é sem controle e 100% é controle total de plantas daninhas, sugerida pela Soc. Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (S.B.C.P.D.) 1995.
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os resultados de fitotoxicidade e de porcentagem de controle das ervas daninhas são apresentados na Tabela 2. Para essas duas avaliações, existem diferenças estatisticamente significativas entre os tratamentos.
 

     Na avaliação de fitotoxicidade no pinhão- manso, o tratamento 5 (Alteza na dose de 1.5 l/ha) foi aquele que apresentou a maior nota, chegando a provocar a morte das plântulas do pinhão. Em seguida os tratamentos 7 (Herbadox na dose de 2 l/ha) e 3 (Aurora na dose de 0.1 l/ha) também prejudicaram significativamente a cultura do pinhão. Na relação dos produtos que não causaram fito estão: 2 (Flumyzin na dose de 0.8 l/ha), 4 (2-4,D na dose de 0.7 l/ha), 8 (Karmex + Paradox na dose de 0.1 + 0.1 l/ha), 9 (Top Gan na dose de 2 l/ha) e 11 (Karmex na dose de 1 l/ha).
      Para a avaliação de porcentagem de controle das ervas daninhas, o melhor controle foi obtido com o tratamento 5 (Alteza na dose de 1.5 l/ha) e em segundo lugar o tratamento 8 (Karmex + Paradox na dose de 0.1 + 0.1 l/ha). Entre os produtos que não propiciaram controle estão os tratamentos 9 (Top Gan na dose de 2 l/ha), 2 (Flumyzin na dose de 0.8 l/ha), 3 (Aurora na dose de 0.1 l/ha), 6 (Atranex na dose de 3 l/ha), 7 (Herbadox na dose de 2 l/ha) ) e 11 (Karmex na dose de 1 l/ha).
 
CONCLUSÕES
     Em condições de infestações altas de ervas daninhas, mono e dicotiledôneas, e dentro dos herbicidas pré-emergentes testados nesse ensaio, o melhor tratamento entre eficiência de controle e baixa fitotoxicidade foi encontrado para a associação de diuron + paraquat nas doses de 1.0 + 1.0 l/ha.
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFIAS
 
ARRUDA, F.P.; BELTRÃO, N.E.M.; ANDRADE, A.P.; PEREIRA, W.E.; SEVERINO, L.S. CULTIVO DE PINHÃO-MANSO (JATROPHA CURCAS L.) COMO ALTERNATIVA PARA O SEMI-ÁRIDO NORDESTINO. Revista de Oleaginosas e Fibrosas, v. 8, p. 789-799, 2004.

HEIFFIG, L.S.; CÂMARA, G.M.S. POTENCIAL DA CULTURA DO PINHÃO-MANSO COMO FONTE DE MATÉRIA-PRIMA PARA O PROGRAMA NACIONAL DE PRODUÇÃO E USO DO BIODIESEL. 2006. p. 105 – 121.

KLINGMAN, G.C.; ASHTON, F.M. WEED SCIENCE: PRINCIPLES AND PRACTICES. New York: JohnWiley, 1975. 431p.

OPENSHAW, K. A REVIEW OF JATROPHA CURCAS: AN OIL PLANT OF UNFULFILLED PROMISE. BIOMASS AND BIOENERGY, n. 19, p. 1-15, 2000.

SOCIEDADE BRASILEIRA DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS. PROCEDIMENTOS PARA INSTALAÇÃO, AVALIAÇÃO E ANÁLISE DE EXPERIMENTOS COM HERBICIDAS. Londrina: SBCPD, 1995.
 
Assunto: Notícias
 
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